
Final do ano...
Sempre a mesma estória.. o tempo.
Acabou ou está começando?
Hora de novas promessas, de revisão de antigas..
A fatia do tempo que está acabando me traz um sorriso no canto da boca.
Ano de algumas conquistas e várias possibilidades.
O tempo foi curto, sempre é.
A fatia do tempo que começa me traz um friozinho na barriga...
Quero concretamente algumas coisas (leia-se coisas mesmo).
Coisas que o dinheiro compra, que o maldito dinheiro compra.
Quero, então, dinheiro para poder compra-las;
E estudo para conseguir o dinheiro para poder compra-las;
...
Minha menina tem mil planos, estou com ela em todos.
Este ano estivemos juntas em cada pedacinho do tempo, meus pensamentos foram dela cada dia.
Foi ano de morarmos em nossa casa, enfim.
Ano de saudades da minha mana e mãe. Nessa ordem.
Ano de não precisar mais absorver a energia ruim do quarto da frente..
... Ano de tentar perdoar essa irmã que transpirava energia ruim. Inveja.
Ano de ver minha maninha crescendo, tornando-se mais independente.
Ano de entender que somente em casas separadas seria possível um relacionamento com minha mãe.
Ano de ama-la muito, entendendo pela primeira vez que seus erros são mesmo tentativas desesperadas de acertar.
Ano de entender que casamento não é feito só de lua-de-mel, e que é nas horas escuras que conhecemos o outro.
Esse ano foi o ano dela sim: linda, ansiosa, responsável, amiga, companheira, leal, desastrada, mil vezes desastrada. Foi ano de perceber o quanto posso ama-la.
Foi ano de acordar mais cedo para fazer o café da manhã e dormir mais tarde esperando ela chegar.
Foi ano de entender que meninas também deixam a roupa no chão do banheiro e que os amigos de verdade aparecem pra visitar (mais cedo ou mais tarde).
Esse ano que passou foi ano que traz sorriso no canto da boca...
Foi ano de impulso para o próximo..
... E que venha o próximo ano.
Cheio de novos desejos.
Escrito por Alma Nova às 10h07
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Ah.. é sobre o amor..
No final é sempre sobre o amor.
A presença, a falta, o anseio..
Sempre sobre o amor.
De mãe, por mãe, irmãos, amigos, plantas, bichos, vida..
O meu hoje é dela.
Hoje é sobre meu amor por ela.
Sem nenhum medo de parecer piegas ou ser julgada transgressora.
Amo e pronto.
Não haveria sentido se não fosse possível sentir algo assim. Sou grata por essa possibilidade.
Sem medo, sem apego demasiado, sem transferência simbiótica alguma.. apenas duas almas dividindo..
... os sonhos, o peso dos ombros, a necessidade estúpida (e cada vez mais sem sentido) da encenação, as manhãs, a cama.
Ah.... é sobre o amor e só sobre o amor.
Hoje é sobre acordar e vê-la ao meu lado ainda dormindo, de procurar o seu calor de noite, de abraça-la até o sonho ruim passar, de rir horas seguidas, de planejar, de fazer tudo diferente do planejado, de planejar novamente...
No final é sempre sobre ela.
Há três anos eu fui apresentada à minha melhor possibilidade e, depois disso, como poderia ser sobre outra coisa que não o amor?
Posso dizer que já vivi pra saber o motivo da paixão que precisa envolver a vida.
Ela me salvou.

Escrito por Alma Nova às 09h20
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Dia 29/08/07
Todo mundo tem um binóculo na vida. Que te traz a possibilidade de ser melhor.
Hã?
Era uma vez (por que sempre se começa assim) uma ilha cercada e rodeada de montanhas. Todos utopicamente nasceram ali. Só conheciam uns aos outros e as possibilidades que isto traria no desenrolar dos anos. Até que.. (por que sempre tem um "até que" para mudar o rumo das coisas) caiu um binóculo na ilha.
Um binóculo daqueles modernos, que enxergam nitidamente longas distâncias. Foi uma questão de tempo até que a primeira pessoa aprendesse usa-lo e visse o que a vista antes não podia enxergar. PRONTO! A ilha já não era grande o bastante, aquelas pessoas já não eram tão interessantes e aquela interação não era de longe suficiente.
O binóculo é o que nos faz ver além. Nos obriga a sermos melhores frente a inquietação que o vislumbre dessa possibilidade traz.
Depois que se descobre o binóculo é uma questão de escolha. Ou se atravessa as montanhas, nada até cansar com a probabilidade latente de morrer em busca do que nem se conhece... ou passa-se o resto dos dias inconformado com a vida que lhe resta. Há, é claro, a possibilidade de não olhar pelas lentes. Talvez a mais sensata...
Meu binóculo é uma criatura que viveu perto de mim durante anos e que, apesar da minha relutância em não olhar por ela, tornou-se uma lente tão grande e absoluta que me obrigou a ver além das minhas montanhas.
É ela que me mostra, com a junção do que considero mais pequeno no ser humano – inveja e egoísmo – a melhor parte que há em mim.
Depois que aceitei olhar por ela, percebi como posso ser melhor.
Como posso perdoar.. Não erros pequenos, fáceis.. Perdoar o que parece imperdoável!
Como posso conhecer meus limites, minhas falhas, minha raiva mais instintiva e como posso vencer tudo isso.
Ter na minha vida um ser humano tão pequeno ainda (no sentido de pouquíssimo evoluído mesmo) me mostra como posso ser melhor. Chama-la de irmã então.. putz!!!
É fácil viver rodeado de pessoas boas, de escolhas certas, de coração tranqüilo. Difícil é transpor pessoas más que inquietam nossos corações. Essa pessoa existe para que eu possa saber o quão ruim pode ser o humano, para que eu possa valorizar o bom quando vejo e para que eu possa exercitar continuamente meu perdão..
"Perdoar é não dar o direito de quem causa dor, causar raiva também"
Escrito por Alma Nova às 17h06
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Dia 18/10/2007
Essa rotina anda me matando..
Acordar cedo, trabalhar, voltar pra casa sozinha, 16h, cedo ainda... esperar meu amor.. descontar os descontentamentos na comida, me sentir um lixo por isso e no meio disso tudo, esperar a melhor hora do dia.. Eu morta de sono, a vejo entrar pela porta, 23h, parece uma aparição, coisa de alma mesmo (mais pra anjo que pra alma), linda como só ela sabe ser. Cansada do tamanho cruel que o dia tem pra ela.
Dia que dura 12 de trabalho e 4 de estudo.. religiosamente.
"Cadê meu amor??? Cadê???" Sinto como uma criança que está prestes a abrir o presente de natal, que fica imensamente feliz mesmo sabendo oq tem dentro do embrulho.
Esses minutos (uma hora no máximo) antes que ela por fim não agüente mais e se entregue ao sono, são preciosos pra mim.
É esse momento que justifica todo o resto. Eu vivo por esses 45 minutos
Escrito por Alma Nova às 17h02
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Dia 03/08/07
Sem tijolos. Ao ar livre.
Sei que ainda sou rascunho. Inacabada, borrada.
Mas mesmo os poucos traços que sei que são parte essencial do desenho, percebo-os fracos, como se faltasse força a mão no momento do desenho.
Me cobro.
Mais profundidade, mais esforço. Mais paciência..
Ai, mais paciência...
Planos definidos e pés fortes em busca. Menos fraqueza diante dos calos ou do medo deles.
Coragem! Força!
Hoje quero agradecer a Deus ter me permitido amar mesmo diante de tanto amadorismo.
É minha melhor parte. Esse amor é o que tenho de melhor. Traços planejados (ou não), coloridos, fortes quando preciso de contorno, suaves quando preciso de acabamento. Mão de criança que inevitavelmente escorrega, mas incansável em retornar à linha certa e pedir borracha.
Já me achei bem desenhada.. Achei que falava bem, que tinha ideais legítimos, que tinha amigos fieis, que bebia mais que todo mundo, que fumava pra ser social, conseguia ser lady e hoots, quase camaleão, sem perder a autenticidade... Quanta bobagem. Putz! Quanta bobagem!
Hoje, me olhando de cima, flutuando.. só consigo pensar.. QUANTA BOBAGEM!
Desenho que o primeiro vento forte apagou.
Nada de dançar nos palcos das festas mais. Sem cigarros, quase sem bebidas, sem amigos (ao menos aqueles "fieis"), sem segurança, sem porra nenhuma e mais 30 kg de presente.
Foi preciso que essa ventania me derrubasse para que eu percebesse a importância de traços fortes, certos, cuidadosos.
No meio de tanto frio, mão trêmula e necessidade absurda de reconstrução, senti um calor incondicional. Sol mesmo. Me cegando, me queimando a falta de costume com a profundidade dos seres...
Amei desde o primeiro momento. Não me era possível outro sentimento. Fui absorvida e agradeço a Deus, se para que essa vida me fosse concedida fosse necessário os tombos fúteis e inúteis que levei.. me jogaria mil vezes mais forte.
Hoje me percebo inacabada, quase rascunhada ainda, Cada dia é um ponto, escrevo, apago, escrevo, rasgo, jogo fora.. e assim vou me desenhando, de forma estupidamente amadora.. borrão de criança mesmo. Mas com uma certeza que nunca me ocorreu.
O primeiro capítulo tem seu nome, seus cabelos lindos e sua pele branquinha.. Seu abraço de noite, mesmo com sono; a água que você sempre pega, a luz que você acende, a pimenta que você não gosta e o queijo que só serve derretido, os sonhos ambiciosos que ouso sonhar ao seu lado, o bebê que você me permite ser.
Meu Deus, como eu te amo.
Já nem me sinto tão inacabada, borrada..
Suas mãos são mágicas.. Meu amor..
Escrito por Alma Nova às 17h00
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Que voar pela boca, quer sair por aí...
Cimentando, mais tijolo, encaixando devagar. Dez passos pra trás, olhando.. de outro ângulo agora, hummm. Acho que vai ficar bom!
Dia bom hoje. Morno, como me desagrada. Nasci pro fogo (ou pra terra, diria minha prima Kika). Gosto de coisas pulsantes. O médio sempre me desagradou.
Queria mais tempo. Mais horas no dia. Imagino por quanto tempo irei viver acordando e indo dormir e no meio tempo só fazendo coisas de que não me agrado para ter um pouquinho de dinheiro pra não ter tempo de fazer coisas que me agradam.
Cruel. Falta de esforço meu, diria minha mãe. "Por que não passa em um concurso?" Seria bom comprar o tempo pra variar.
As contas não me assustam. Pago as que posso, as que não posso, não pago. Simples assim. Continuo amando minhas paredes e cama e friozinho que faz nesse apartamento e não sentir frio por que me é suprida toda temperatura desagradável.
Sinto falta apenas da minha irmã que acho ainda muito casulo pra viver longe. À minha mãe não permito mais chantagem, apesar de perceber claramente essa atitude como prova de amor e insegurança.
Está na hora de aprender, mamãe, que para termos flores precisamos nos abaixar e amassar estrume. Todos precisam se esforçar para serem felizes
Estou satisfeita pela seleção que tenho feito sutilmente em minha vida. Só quero pessoas profundas. As que me são impostas aceito e não absorvo.
Só pessoas profundas.
Sem mentiras, sem falta de confiança. Inteligentes!!!!!!!!!!!!!! Com conteúdo! Amigos? Não sei se terei ainda.. Muitas decepções tive com pessoas que amava? no último mês. (só para ilustrar uma data, a última e não única) Não as quero. São ventania para meu castelinho ainda frágil.
Base feita de amores eternos. Três. Uma por escolha (do destino, creio eu) uma por escolha de Deus e a outra por designo de Deus. O resto do material incorporo e substiuo de acordo com a necessidade. Uma amiga que tanto amo, distante. Alguém da família que sempre me respeitou absurdamente, agora mais próxima. Uma nova tinta, um novo prego.. Escolhidos a dedo.
Não acho simples me querer na vida não. Só é belo por que não é simples. Arrogância? Talvez. Chamo de amor próprio.
17/05/2007
Escrito por Alma Nova às 16h48
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"Sempre fui livre, pois jamais dei a alguém o direito de me destruir. Por isso, levanto sempre. Quando caio, xingo meus pés que me derrubaram. Quando me derrubam, do chão eu digo que estou em pé. Pois não há quem me derrube. Não há falta de vestes que me desnude. Não há força em punho, que me quebre ao meio.
(...) E quem sente ter-me sob qualquer grito, saiba que não tem! (...)
Preciso de cuidados e afagos. Supro tal necessidade com o maior prazer. Quero pagar com todo o meu amor, minhas possibilidades de hoje. Da minha alma que é consciente e eterna. Quem chegar a mim, há de sentir vontade de fazer o bem. (...) Cada um tem o que merece. Por hora, gostei de ter merecido tudo isso." Olívia Mayra Leandrini

Casa linda, amor lindo, irmã linda, mãe linda... vida linda a minha.
Não posso reclamar.
Hoje acordei me sentindo a pessoa mais feliz do mundo. Com vergonha de sofrer por motivos tão medíocres perto do mundo que chora de dor real.
Minha casa está linda e embora ainda não possa ter tudo que quero, amo cada pedacinho do que tenho. Acho que é meu lado taurino que as vezes não gosta de aparecer por achar feio querer coisas materiais, por ser contra o que luto. (Como se realmente não precisássemos de dinheiro.. Minha mana que não me escute, mas penso, as vezes, que meu ideal comunista anda se perdendo nessa selva)
Descobri que meu síndico é meu vizinho da frente.. RISADAS ENORMESSSS. Putz!!! Se soubesse teria abaixado o volume dos convidados no meu primeiro dia lá.
Penso em como cheguei até aqui. Demorei muito a perceber que eu não precisava ser quem minha mãe queria que eu fosse. Demorei 6 anos exatamente. 6 longos anos de namoro, de mesmice, de tédio, de falta de amor e muito costume. Nessa fase achei que, como não sabia quem eu era, deveria me divertir muito da forma mais condenável possível para, quem sabe, me arrepender uma vez de escolhas MINHAS.
Não me arrependo, de cada noite, de cada farra, de cada porre, de cada amor eterno de uma semana, de amizades superficiais, de amizades doloridas, de decepções, de erros profissionais gritantes, de final de faculdade estupidamente mal feito, de noites sem dormir em mais farras e mais porres. Não me arrependo de nada que fiz quando decidi que era eu quem decidia.
Minha mãe sofreu demais por isso, mais do que eu poderia prever. Hoje sei que ela sofreu unicamente por ver os planos DELA indo por água abaixo. Já superei essa culpa.
No meio disso tudo surgiu minha paz. O que seria a minha maior escolha, a mais difícil. Eu não escolhi. Já estava escolhido por mim. Apenas vivi, como vivi tudo o que me surgiu como possibilidade. Mudança dolorida, misto de paz extrema e dor absurda. Pessoas se dividiram, amigos se mostraram, amigos se foram. Muita dificuldade desde então, pessoal, profissional, familiar.. Todas contornadas (algumas nunca serão sanadas, nunca?) Hoje meu coração está mais tranqüilo do que eu já pude desejar.
Casa nova, emprego novo, mesma paz, amigos poucos e extremamente profundos, irmã que é anjo e mel e distância cada vez mais intransigente de pessoas fúteis e superficiais. Feliz, muito feliz. Não fosse o fato de meu síndico ser o vizinho da frente e eu não tê-lo convidado pra festinha da semana passada. AFF!!!!!
AH!!!! Aquele tijolinho está no lugar hoje! Tô tentando dar a ele a importância que ele tem. Só um tijolo, que não manda na minha vida, não me define e não vai a lugar algum. Eu sou muito mais eu!
15/05/2007
Escrito por Alma Nova às 16h43
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Tijolo derrubado pelo vento estúpido que eu mesma sopro. Pegando cada pedacinho do chão.. colando um no outro.
Não desisto! Recomeço quantas vezes forem necessárias, todo dia
EU VALHO A PENA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
14/05/2007
Escrito por Alma Nova às 16h04
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Dia 01
Este sentimento de firmeza e decisão já me acompanhou tantas vezes que custo a acreditar que seja real desta vez.
Eu não suportaria mais uma derrota, mais uma não.
Me agarro à sensação de que a decisão é interna. É minha. Lembro-me dos anos anteriores e de simbologias bobas, que funcionam.
Penso que a idéia de fraqueza me repudia, me sobrando então a fortaleza que acordei tentando ser, mais uma vez.
Repito insistentemente "eu valho a pena, eu valho o esforço", mas custo a acreditar.
Hoje acordei sentindo um misto de alegria confortante e medo de fracassar.
As coisas tem dado certo pra mim e sei agradecer ao universo cada segundo dispensado a facilitar meus sonhos (que nem sei enumerar quais). Acredito realmente no poder do universo e na conspiração que nossa alma pode fazer para canalizar esse poder, mas não consigo me livrar de pensamentos que por si só já são um fracasso.
Vem, inevitavelmente, à minha mente a figura da minha mãe (meio freudiano, eu sei) magra como só ela consegue ser e com aquele asco de gordos que só ela consegue ter. Ela que, mesmo mentalmente, já decreta o meu fracasso, talvez por já ter presenciado tantos seguidos.
Mas eu acredito em mim .. mais por necessidade que por razão. ..mais por saber que não suportaria mais um fracasso...
Não queria sentimentos tão pequenos, logo eu que sei sou tão gigante quando quero, ou me permitem.
Acredito que posso engrandecer minha alma e adequar essa casa acabada que ela habita hoje.
É isso! Hoje comecei o planejamento de reforma.. tintas, madeira, cola, pregos, dias sacrificados em prol da reforma, amor que é obrigado a participar simplesmente por não haver espaço pra outro plano se não a reforma.. Começo então derrubando a antiga estalagem e hoje ponho o primeiro tijolo.
10/05/2007
Escrito por Alma Nova às 16h03
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"Minha velha alma cria alma nova quer voar pela boca quer sair por aí Eu digo calma alma minha calminha ainda não é hora de partir"
10/05/2007
Escrito por Alma Nova às 15h57
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